NAI

Acesso e oportunidade para todos

Criado em março de 2005, o Núcleo de Apoio à Inclusão dos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NAI), vinculado à Secretaria de Cultura e Assuntos Comunitários (Secac), tem como objetivo coordenar as ações que atendam às necessidades educacionais dos alunos com deficiência visual, física e auditiva. Para que as demandas sejam atendidas no sentido de sanar ou diminuir as dificuldades didático-pedagógicas ou de acessibilidade, o NAI é dividido em três áreas de atuação: surdez, limitações locomotoras e cegueira. A equipe, formada por 41 profissionais e quatro estagiários, atende atualmente 198 alunos com necessidades especiais, em todos os campi e unidades.

Segundo a coordenadora, professora Maria do Carmo Menicucci, a atuação do NAI inicia-se a partir de um levantamento com dados extraídos de um questionário que os novos alunos preenchem quando acessam pela primeira vez o Sistema de Gestão Acadêmica (SGA). “Depois de contatos pessoais, inclusive com entrevista, elaboramos um plano de apoio que será suporte para todas as intervenções e auxílio necessários”, explica. O NAI se vale dos serviços de outros setores para atender os alunos como gravação de aulas, aquisição de computadores adaptados, obras para garantir a maior acessibilidade aos espaços dos campi e unidade e aquisição de mobiliário adaptado para sala de aula. Além disso, o núcleo de apoio orienta professores e funcionários a melhor desenvolver suas funções respeitando a diversidade dos estudantes.

Para Maria de Lourdes Pinto Lima, de 46 anos, funcionária e aluna da PUC Minas, sem o apoio do NAI, as dificuldades para seu dia a dia na Universidade seriam maiores. “O NAI me empresta uma cadeira motorizada, que facilita minha locomoção do trabalho para a sala de aula, biblioteca, D. A., DCE etc. O setor também está sempre em contato comigo para saber se há alguma dificuldade em relação à minha locomoção. Há uma mesa adaptada na sala de aula, pois a carteira normal não é apropriada. Autonomia é fundamental para a realização profissional e pessoal; melhora a autoestima e amplia os horizontes”, diz a estudante do curso de Relações Internacionais e funcionária da Central de Informações.